Nome vulgar: Azevinho, azevinho-dos-açores.

Ilex perado Aiton subsp. azorica (Loes.) Tutin

Nome científico publicado pela 1ª vez em:

Bull. Soc. Bot. France 65: 57 (1918) [1]

Região Geográfica de Origem

Origem: Açores

Estado de Conservação

Pouco preocupante (IUCN)

Sobre o táxon

Ao contrário de outras espécies continentais congéneres, as
folhas adultas raramente possuem espinhos, prováveis reflexos
da sua evolução insular na ausência de mamíferos herbívoros
terrestres; tendo sido uma das espécies autóctones mais usadas
para alimento do gado. A madeira do azevinho muito pesada foi
utilizada para obras de torno. Os seus botões florais fazem parte
da alimentação do Priolo (Pyrrhula murina Godman, 1866) uma
ave endémica da ilha de São Miguel e em perigo de extinção.
As plantas femininas, de elevado valor ornamental, exibem os
atractivos frutos maduros desde Agosto (a baixa altitude) até
Março.

Descrição

Árvore até 7 m de altura, dióica e de folha persistente. Folhas
eliptico-oblongas, mucrunadas a múticas, coriáceas e de
superfície brilhante. As flores axilares são brancas com manchas
rosadas (ca 5 mm ). Os frutos globosos (ca 8 mm ), vermelhos
possuem 4 a 5 sementes.

Referências

[1] IPNI (2023). International Plant Names Index. The Royal Botanic Gardens, Kew, Harvard University Herbaria & Libraries and Australian National Herbarium. http://www.ipni.org.

Rivers, M.C. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-3.RLTS.T62382A81867981.en. Accessed on 16 May 2023.

Pereira, M.J.; Vieira, V.; Furtado, D. (eds.) (2010). O Jardim Romântico da Universidade dos Açores, ed. 1. Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 46 pp.”

POWO (2023). Plants of the World Online. The Royal Botanic Gardens, Kew.  http://www.plantsoftheworldonline.org/

WFO (2023). World Flora Online. http://www.worldfloraonline.org.